@therinagirl

DEEP SHADOWS AND BRILLIANT HIGHLIGHTS

Bae Rina, 1998.
Find me at 3-1303.

Carrd Design by @NyxGothica

DEEP SHADOWS AND BRILLIANT HIGHLIGHTS

Bae Rina nasceu como a caçula em uma família influente, donos de uma empresa de desenvolvimento de software e TI. Criada entre colunas de mármore, uniformes de elite e jantares com pessoas que mesmo que ela encontrasse diversas vezes, parecia não conhecer. Sempre vista como a mais sensível, a mais introspectiva, tímida, para resumir.Assim como as colunas, também foi criada como a caçula entre seus irmãos sabendo que nunca foi competição para eles, ofuscada pelas personalidades extremamente distintas dos dois mas igualmente fortes. Raeon, o mais velho, sempre pareceu confortável com estruturas, gostava de regras, entendia números, prazos e processos. Sempre preciso, sempre passando segurança sabendo exatamente onde cada coisa deveria estar, e tudo ao redor dele parecia encontrar forma, contorno, direção. Alguém incrível de se ter por perto para quem gosta de abrir mão de controle, leal como um cão de guarda.Raesung, por sua vez, não oferecia a segurança de um chão firme: criativo demais e sempre rebelde demais para proporcionar segurança logo de primeira. Pensava em voz alta, mudava de ideia no meio da frase, enxergava caminhos onde ainda não havia chão. Enquanto um mantinha o mundo de pé, o outro insistia em empurrá-lo um pouco mais adiante. Era ele quem quebrava o gelo nos jantares, quem fazia os funcionários rirem, quem fazia perguntas desconfortáveis apenas para observar o pai desviar do assunto e quem nunca falhava em fazer a mãe soltar uma gargalhada. E Rina cresceu orbitando Raesung, seu irmão favorito, sem sombra de dúvidas, porque Raeon estava sempre ocupado e era assustador demais (e também porque ele nunca queria desenhar com ela). O irmão do meio quem a colocava para dormir quando a mãe e o pai não estavam presentes, quem organizava festas caóticas quando os pais viajavam, quem lhe ensinava, sem perceber, que existir podia ser algo menos sufocante até que, um dia, Raesung simplesmente não voltou para casa.Parada cardíaca.Uma morte súbita que dali para frente atropelou a família como um rolo compressor; as circunstâncias nunca foram discutidas em voz alta e a dor foi enterrada sob camadas de formalidade, como tudo naquele lar, de uma forma tão triste que parecia cortar a pele de Rina. Sua mãe entrou em colapso emocional semanas depois, mergulhando em uma depressão profunda que foi a pá de cal para transformar a casa em um mausoléu. Enquanto isso, o irmão mais velho se refugiou no trabalho, assumindo mais responsabilidades na empresa ao lado do pai, já que para eles a dor era algo que se administrava, como a empresa que tanto se dedicavam.Rina, por outro lado, ficou.Até então, ainda mantinha algum contato com os negócios da família, mas quando ingressou na faculdade de artes, havia se afastado quase por completo em uma tentativa tímida de construir algo só seu, mas com a morte de Raesung e o colapso da mãe, esse afastamento tornou-se total.Quando a mãe parou de comer, de falar, e praticamente de existir, ela trancou a faculdade sem avisar ninguém, voltou para casa e aprendeu a cozinhar pratos leves, administrar medicamentos, a reconhecer dias bons e dias perigosos e encontrar formas de manter a mulher viva porque se recusava a deixá-la sozinha com enfermeiros e médicos, não importasse o quão renomados eles fossem. Despediu-se dos amigos do campus com uma promessa de retorno e a certeza de que, mesmo que precisasse pegar todas as matérias do mundo ao mesmo tempo, se formaria ao lado dos colegas de turma. Mas ela não voltou.Por quase três anos, Rina viveu como um fantasma para qualquer um que não fosse sua família. Cuidava da mãe em silêncio, evitava conflitos e ouvia, repetidas vezes, o irmão mais velho garantir que ela não precisava se preocupar com o “futuro da empresa”. A frase carregava uma mensagem clara: seu lugar era ali — quieta, invisível, fora do jogo.Então, quando Sooyoung começou, aos poucos, a melhorar, algo se deslocou e Rina percebeu que havia passado tempo demais sustentando tudo, menos a própria vida. Percebeu também que já não reconhecia Raeon, que lhe parecia mais frio, mais distante. Não sabia do que ele seria capaz ao alcançar o cargo que tanto almejava, e aquela provocação velada despertou nela a vontade de provar que poderia ser tão boa quanto ele, e quanto qualquer um de seus primos e primas.Trancou as tintas e os esboços numa caixa e reingressou na faculdade. Não para concluir artes, mas para iniciar Sistemas de Informação. Escolheu entender como os softwares funcionavam, como os produtos eram pensados, construídos e integrados e como gerir tudo isso. Escolheu compreender o sistema inteiro.Claro, a rotina tornou-se exaustiva. Estudava, cuidava da mãe e fazia estágio na empresa, começando deliberadamente no cargo mais baixo que conseguiu convencer o pai a permitir. Nas primeiras semanas, mantinha o celular sempre à vista, pronta para abandonar qualquer reunião ou aula diante de uma emergência em casa. Desconfiava da capacidade das tias em cuidar de Sooyoung, mas, aos poucos, a vigilância constante começou a afrouxar e a melhora da mãe parecia real.Foi no final de 2025 que sua mãe propôs se mudar para Jeju por um tempo, acompanhada da irmã, em um lugar mais calmo e menos carregado de memórias. Rina foi contra. Brigou. Resistiu. Disse que iria junto, pronta para largar tudo mais uma vez, mas tanto a mãe quanto o pai estavam decididos que seria melhor para todos os lados e que poderiam visitar quando quisessem.No Natal do mesmo ano, em uma tentativa de devolvê-la à cidade e ao mundo, os pais lhe deram um presente inesperado: um apartamento no condomínio Yongsan Central Park, o mesmo de Raeon.Sozinha pela primeira vez desde a morte do irmão, Rina se vê diante de um espaço que ela ainda não sabe como preencher, e nem se um dia irá conseguir preenchê-lo.

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PERSONALITY

Por muito tempo a timidez afetou a personalidade de Rina de uma maneira negativa, ficava difícil fazer amigos quando precisava dar o primeiro passo, principalmente durante a adolescência, e talvez a expressão natural de suposta antipatia não ajude muito, mas uma vez que se sente confortável o suficiente para que sua personalidade doce e divertida apareça, as coisas ficam mais fáceis. Adora conversar, seus amigos dizem que ela realmente só é tímida nos primeiros contatos porque depois que ganha intimidade, conversar e se abrir com ela se torna a coisa mais fácil do mundo.Rina é criativa, otimista, gosta de ouvir e observar, compreender as coisas ao seu redor antes de se impor no espaço, ou em uma conversa, e dito isso, quando necessário ela sabe se impor como ninguém; ser tímida e amável não a faz ter sangue de barata, ou deixar que as pessoas passem por cima de si. Não, sabe quando precisa se defender, ou defender algo, ou alguém - isso sempre esteve no currículo de toda família, assim como ter disciplina.

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CONNECTIONS

OO1 rina conheceu muse quando ainda estava estudando artes, e foi uma surpresa agradável (ou não) descobrir que estavam morando no mesmo condomínio e poderiam retomarem de onde pararam.[ooc. (ela/dela, +20) essas são só algumas ideias soltas, estou sempre aberta para todos os tipos de connections, de fluffy até angst e também topo aproximação natural, claro! se o comportamento da personagem te aborrecer em ooc de alguma forma, por favor, me avise!]

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